Assunto que frequentemente está na pauta das principais discussões envolvendo o Brasil num âmbito mundial, o projeto da internacionalização da floresta amazônica, inaceitavelmente, ainda divide opiniões.
Só a ideia de tornar a Amazônia propriedade mundial já é um pensamento infeliz, embora, lamentavelmente, ainda exista quem seja a favor. Um argumento que a comunidade internacional, leia-se um pequeno grupo de países mais desenvolvidos, vem usando para embasar essa possibilidade é a dívida externa de alguns países atrasados, a qual, segundo esses países superiores, deveria ser paga com riquezas naturais.
No caso do Brasil e dos outros países que a tem em seu território, o pagamento seria por meio da cessão da floresta amazônica. Contudo, esse argumento é totalmente desconstruído se imaginarmos que, caso esse tipo de “pagamento” passasse a ser realizado, o mundo se tornaria um grande império aristocrático de alguns países, que são credores de quase todo o resto do mundo.
Outro argumento, e este o mais forte, é de que os países que detêm a Amazônia em seu território não têm a competência administrativa necessária para garantir sua preservação. Ora, se, nas mãos de quatro ou cinco países, a devastação causada pela disputa das imensuráveis riquezas que lá existem já é grande, com acesso livre de todos os países do mundo à região, transformaríamos o que hoje é o maior e mais importante bioma mundial num imenso barril de pólvora, fonte de infinitas tensões e disputas em nível global, e como consequência disto, a sua destruição mais prematura ainda.
Guerras são declaradas por motivos tão banais, quem dirá pelo controle de uma riqueza tão grande como a floresta amazônica. O mais sensato é deixar tudo do jeito que está e evitar prováveis desdobramentos trágicos. A soberania de um país deve ser respeitada, isso sim é um bem universal.
Autor: Gabriel Henrique Averoldi Magalhães
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